RESENHA: Homem-Aranha. O “De volta ao lar” não foi à toa

Resenha Homem-Aranha.

Peter Parker rendia uma franquia com filmes regulares há um bom tempo. Sempre com atores diferentes interpretando o protagonista dos filmes Homem Aranha nunca foi levado a sério. Pelo menos não numa época onde explodem lançamentos em grupo e solo dos heróis de Vingadores e Liga da Justiça várias vezes ao ano. A Marvel então decidiu retomar as rédeas da produção de Homem-Aranha e, à cargo da Disney, lança seu primeiro filme que marca a nova era do herói mutante de aranha nas telas. 

Quando Tom Holland foi contratado para interpretar Peter Parker a primeira crítica com certeza recaiu sobre o fato de ser jovem e com bem menos idade que os atores anteriores. Mas a escolha havia sido tomada. Tom assumiria o papel e isso foi posto em jogo em Capitão América: Guerra Civil ano passado. A aparição rápido mas muito necessário de Aranha nas telas foi muito mais do que só o trazer de volta. Aquela cena simples de Guerra Civil foi na verdade uma reintrodução do personagem em meio aos Vingadores. Uma forma de dizer que esqueçam tudo o que já viram do Homem-Aranha, esse é um novo cara!

Peter Parker vem numa nova roupagem de todas as formas. Seja como dono de um traje high tech criado por Tony Stark com direito a modos de lançamento de teia, olhos expressivos, tecido adaptável e até um drone espião no peito, ou seja como um adolescente nerd num colegial com bulling, se a intenção era mostrar um novo mundo, a Marvel o fez com maestria.

É possível ver a vontade de Peter em ser o “amigão da vizinhança” durante todo o filme. Sempre salvando as pessoas, ajudando velhinhas a atravessarem a rua e sempre se atrapalhando em diversas situações. A ânsia por ser um herói antes da hora leva Peter a sempre pôr os pés pelas mãos. Não me leve a mal, sempre vimos Homem-Aranha se virando muito bem sozinho, seja nos quadrinhos, nos desenhos ou nos filmes. Mas esse é um novo Homem-Aranha, imaturo, adolescente e aprendendo como as coisas são. Então os tropeços acabam se tornando perdoáveis.

Review Homem Aranha.
Reprodução: Marvel Comics.

Homem de Ferro está lá mas na medida certa. Ajudando no possível, guiando Peter da sua forma, mas ainda assim o filme é claramente do Homem-Aranha. O que é bom, já que o herói funciona muito bem sozinho e principalmente por que o medo da maioria dos fãs era de que com o Aranha adolescente e o Homem de Ferro muito mais velho, passasse a impressão de “apadrinhar” o herói. O que não seria nada bom.

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Durante todo o filme são respondidas algumas perguntas sobre Guerra Civil e seu final turbulento que só deve ser mais trabalhado em Vingadores: Guerra Infinita. Por exemplo, a nova sede dos Vingadores com quartos vazios e apenas Wanda e Visão com quartos ocupados, Capitão América e Viúva Negra desaparecidos e de quebra tivemos Peper Pots, namorada de Tony Stark caso você não lembre, retornando após longos anos desaparecida. Desde Homem de Ferro 3, na verdade.

A escolha de Abutre para ser o vilão era a mais provável já que todos os outros vilões já haviam sido testados. Homem-Aranha parece não ter desenvolvido seu sentido aranha, inclusive, ele não está presente em momento algum do filme, o que não agradou nada aos fãs já que faz com que o herói seja bem… lerdo.

De toda forma, o filme é bem divertido com várias partes cômicas durante o enredo. Há até uma “Mary Jane”, mas não como estávamos acostumados. Tom Holland mostra que veio para ficar com o papel mesmo e que podemos esperar muito mais dele em Guerra Infinita, em 2018. O herói foi redefinido, mantendo aspectos principais de sua identidade e com inovações pontuais. Homem-Aranha veio para ser levado a sério lado a lado com os outros heróis que já estamos acostumados. 

Vingadores: Guerra Infinita estreia em maio de 2018 trazendo os demais Vingadores e mais Homem-Aranha com o seu novo traje apresentado nos minutos finais do filme. 

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